Quatro
amigos e sócios que atuam há dez anos com expedições fluviais no
Amazonas, a partir de uma base em Novo Airão, decidiram expandir a
atuação com a criação de um hotel de selva na orla daquele município –
distante de Manaus cento e oitenta km e que pode ser acessado por barco ou por
estrada asfaltada.
Mas
não é um hotel simples. A começar pela estrutura arquitetônica, que
valorizou o terreno na beira do rio, integrando a recepção, as suítes,
áreas de alimentação e piscina com a natureza do lugar. As suítes, com
design inovador, são o que primeiro chama atenção e levam a assinatura,
assim como todo o projeto, da arquiteta Patrícia O´Reilly, do Atelier
O’Reilly Architecture & Partners Sustainable Strategies.
Outro
charme é que o hotel está localizado próximo à reserva ecológica do
Arquipélago das Anavilhanas, fazendo com que a estrutura oferecida ao
hóspede harmonize com a natureza preservada e o belo Rio Negro em todo o
seu esplendor.
O
pequeno número de suítes reforça a ideia de que é possível atuar
com poucas unidades e, mesmo assim, conseguir a sustentabilidade do
negócio – no Mirante do Gavião são apenas sete, construídas com madeira
de lei certificada.
Dentro
dessas estruturas, as peças de decoração em madeira estão por toda
parte – evidenciando a fama e o reconhecido trabalho de marcenaria fabricado
em Novo Airão. Aqui e ali vê-se uma peça modernosa, como as luminárias
da recepção – trazidas de Paris por um dos sócios – ou o refrigerador
vermelho em estilo retrô que decora os quartos. Completam a decoração
cortinas brancas, livros sobre expedições na Amazônia ou ainda peças
assinadas pela escultora em madeira Hellen Rossy. Os ambientes
refrigerados abrigam deliciosas camas para esquecer do mundo.
fonte: a crítica, uol
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