O arquiteto morreu na segunda-feira aos oitenta e nove anos, mas não sem antes se saber o segundo alemão a vencer aquele que é considerado o Nobel da arquitetura. "Têm aqui um homem feliz", foi o que disse ao receber a notícia. O anúncio oficial, está previsto para o dia vinte e três de março, foi antecipado para terça-feira por causa do desaparecimento do homem que com a guerra como arquiteto num campo, e com a natureza, e seus crânios de pássaros, teias de aranha e bolas de sabão, aprendia a erguer edifícios.
O autor do Estádio Olímpico de Munique com os largos telhados escolhido para acolher os Jogos Olímpicos de 1972 - que ficariam marcados pelo massacre de onze atletas israelitas por terroristas palestinianos -, dos guardas-sóis que acompanharam a tour do ano de 1977 dos Pink Floyd ou do aviário do zoo de Munique foi assim descrito nas palavras do júri: "Ele acolheu a definição do arquiteto como incluindo investigador, inventor, descobridor de formas, engenheiro, construtor, professor, colaborador, ambientalista, humanista e criador de edifícios e espaços memoráveis." Júri que aí via como um pioneiro da sustentabilidade "antes de esse termo estar cunhado".
fonte:dn
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