quinta-feira, 12 de março de 2015

Arquiteto alemão Frei Otto recebe Pritzker póstumo

A sua mãe chamou-lhe Frei (livre, em alemão) após assistir a uma palestra sobre a questão da Liberdade. Frei Otto, o arquiteto que fez uma contradição da leveza ao peso e à monumentalidade da arquitetura alemã do Terceiro Reich, em que aumentou, e que à pedra respondeu com tendas e malhas entre as quais a luz sempre parece passar, é o 40.º galardoado do Prémio Pritzker e o primeiro a quem este será atribuído postumamente.

O arquiteto morreu na segunda-feira aos oitenta e nove anos, mas não sem antes se saber o segundo alemão a vencer aquele que é considerado o Nobel da arquitetura. "Têm aqui um homem feliz", foi o que disse ao receber a notícia. O anúncio oficial, está previsto para o dia vinte e três de março, foi antecipado para terça-feira por causa do desaparecimento do homem que com a guerra como arquiteto num campo, e com a natureza, e seus crânios de pássaros, teias de aranha e bolas de sabão, aprendia a erguer edifícios.

O autor do Estádio Olímpico de Munique com os largos telhados escolhido para acolher os Jogos Olímpicos de 1972 - que ficariam marcados pelo massacre de onze atletas israelitas por terroristas palestinianos -, dos guardas-sóis que acompanharam a tour do ano de 1977 dos Pink Floyd ou do aviário do zoo de Munique foi assim descrito nas palavras do júri: "Ele acolheu a definição do arquiteto como incluindo investigador, inventor, descobridor de formas, engenheiro, construtor, professor, colaborador, ambientalista, humanista e criador de edifícios e espaços memoráveis." Júri que aí via como um pioneiro da sustentabilidade "antes de esse termo estar cunhado".

Arquiteto alemão Frei Otto recebe Pritzker póstumo
fonte:dn

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