Por muito tempo no mercado de trabalho tem dado sinais de que, por força da crise no setor da construção civil, não conta com capacidade de resposta para os engenheiros e arquitetos existentes no Brasil.
Na sexta-feira, o DN publicou uma lista dos cursos com mais diplomados desempregados de curta e longa duração - em valores absolutos, um dado diminuindo no momento em que é comparado com a percentagem de pessoas que não estão empregadas com a de graduados no curso - mas estes avisos parecem ter continuado a pesar muito pouco nas ofertas de universidades e institutos politécnicos na altura de definirem as ofertas para o próximo ano.
Óbvio que não é necessário ter em conta o curso; a verdade é que as instituições de referência continuam a ter a possibilidade de colocar a maioria dos seus licenciados.
De acordo com os dados da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), as "Engenharias e técnicas afins" continuam a dominar entre as ofertas de formação.
É realidade que esta área conta com ofertas mais vocacionadas para a indústria, e que a Engenharia Civil até regista uma quebra de cinquenta ambientes, porém a imagem global continua a ser a de resistência a realizar os ajustes à oferta que a própria Ordem dos Engenheiros já admitiu serem essenciais.
Em dois mil e quatorze confirmando que os alunos já vão ter executado este diagnóstico - teve treze cursos de Engenharia Civil que não registaram entrada na primeira fase de acesso, nove que institutos politécnicos. Porém de todos esses cursos somente 5 aparecem no ano de dois mil e quinze com um corte no total de locais.
O mesmo sucede na enorme área da Arquitetura e construção. Em dois mil e quinze, ainda de acordo com os dados da DGES, o setor corta doze vagas.
Mas, contabilizando as ofertas instituição a instituição, observa-se que Arquitetura (até mesmo a paisagista) não somente não perde um único lugar como conta com mais cinquenta, por cont a uma nova oferta da Universidade de Lisboa: Arquitetura, área de especialização em interiores e reabilitação.
Eventualmente a pensar nos incentivos à reabilitação urbana anunciados pelo governo. No total, as diferentes ofertas de Arquitetura totalizam 724 vagas contra as 674 do ano passado.
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