terça-feira, 28 de julho de 2015

Engenharia e Arquitetura resistem aos avisos do mercado

Por muito tempo no mercado de trabalho tem dado sinais de que, por força da crise no setor da construção civil, não conta com capacidade de resposta para os engenheiros e arquitetos existentes no Brasil. 

Na sexta-feira, o DN publicou uma lista dos cursos com mais diplomados desempregados de curta e longa duração - em valores absolutos, um dado diminuindo no momento em que é comparado com a percentagem de pessoas que não estão empregadas com a de graduados no curso - mas estes avisos parecem ter continuado a pesar muito pouco nas ofertas de universidades e institutos politécnicos na altura de definirem as ofertas para o próximo ano. 

Óbvio que não é necessário ter em conta o curso; a verdade é que as instituições de referência continuam a ter a possibilidade de colocar a maioria dos seus licenciados.
De acordo com os dados da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), as "Engenharias e técnicas afins" continuam a dominar entre as ofertas de formação.

É realidade que esta área conta com ofertas mais vocacionadas para a indústria, e que a Engenharia Civil até regista uma quebra de cinquenta ambientes, porém a imagem global continua a ser a de resistência a realizar os ajustes à oferta que a própria Ordem dos Engenheiros já admitiu serem essenciais.

Em dois mil e quatorze confirmando que os alunos já vão ter executado este diagnóstico - teve treze cursos de Engenharia Civil que não registaram entrada na primeira fase de acesso, nove que institutos politécnicos. Porém de todos esses cursos somente 5 aparecem no ano de dois mil e quinze com um corte no total de locais.

O mesmo sucede na enorme área da Arquitetura e construção. Em dois mil e quinze, ainda de acordo com os dados da DGES, o setor corta doze vagas. 

Mas, contabilizando as ofertas instituição a instituição, observa-se que Arquitetura (até mesmo a paisagista) não somente não perde um único lugar como conta com mais cinquenta, por cont a uma nova oferta da Universidade de Lisboa: Arquitetura, área de especialização em interiores e reabilitação. 

Eventualmente a pensar nos incentivos à reabilitação urbana anunciados pelo governo. No total, as diferentes ofertas de Arquitetura totalizam 724 vagas contra as 674 do ano passado.

Engenharia e Arquitetura resistem aos avisos do  mercado

Nenhum comentário:

Postar um comentário