Representantes do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Pará (Sinduscon) procuram sempre recursos do Programa Minha Casa Minha Vida junto ao Governo Federal, para fazer com que fique menor os efeitos da crise econômica e prevenir mais demissões no setor. A falta de repasses do programa teria resultado em um saldo negativo de contratações no ano de dois mil e quize.
Segundo o Dieese-Pa, a construção civil é o setor que mais emprega no estado, mas perdeu mais de seis mil postos de trabalho nos primeiros oito meses de dois mil e quinze, no momento em que aconteceram 57.802 admissões e 63.819 demissões.
"No Pará, são mais ou menos cinquenta mil unidades em produção. Só aí, temos a possibilidade de garantir que, no mínimo, de vinte a trinta mil empregos estão em risco neste momento, além do número negativo que já se tem", disse Alex Carvalho, vice-presidente do Sinduscon.
Só no mês de setembro, mais ou menos mil rescisões de contrato foram homologadas no Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Belém.
"Os empresários estão com medo de colocar dinheiro e não contar com esse retorno. Estão com receio de um próximo pacote mais prejudicial ao empresário e o próprio trabalhador acaba pagando por tudo", falou Gilmar Piedade, que é o diretor do Sindicato.
O mestre de obras Marlon Leal foi um dos que foram mandados embora no mês de setembro e conta com dificuldades para retornar ao mercado de trabalho.
"Todo local que eu vou, está tudo parado. Diversos amigos meus que estão trabalhando estão deixando currículo, estão chamando encarregados, mas não estão contratando ainda", disse Marlon.
Fonte: g1
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